O perfil do Designer Instrucional

imstilllearningEmbora não seja novidade, considerando-se que o primeiro curso de design instrucional foi oferecido pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 2005 na modalidade de pós-graduação aos profissionais da educação, atualmente o título “design (er) instrucional (DI) ” tem sido usado expressivamente devido ao crescimento da modalidade de ensino a distância.

Tenho acompanhado algumas ofertas de trabalho na área e me deparado com algumas inconsistências nos perfis exigidos seja na formação do profissional, seja nas atribuições do cargo.

Segundo a Catho, empresa online de recolocação profissional, o designer instrucional é quem

“Implementa, avalia e planeja o desenvolvimento de projetos didáticos e metodológicos nas modalidades de ensino presencial ou a distância. Acompanha e avalia os processos educacionais, pesquisa e desenvolve conteúdos e roteiriza materiais para diferentes meios e mídias. ”

Em outras definições encontradas, como a do portfólio da pós-graduação do Senac “Design Instrucional”, encontramos que esse profissional tem como atribuições

“…selecionar, organizar e produzir atividades, materiais e produtos educacionais de acordo com as situações específicas de cada oferta educacional online, a fim de promover a qualidade no processo de ensino aprendizagem. ”

De acordo com a definição encontrada na Wikipédia,

“Emprega-se o design instrucional à concepção de cursos, aulas individuais e à construção de materiais didáticos como impressos, vídeos, softwares ou, de modo mais genérico, qualquer objeto (produto) de aprendizagem. De acordo com FILATRO, o design instrucional corresponde à ‘ação intencional e sistemática de ensino, que envolve o planejamento, o desenvolvimento e a utilização de métodos, técnicas, atividades, materiais, eventos e produtos educacionais em situações didáticas específicas, a fim de facilitar a aprendizagem humana a partir dos princípios de aprendizagem e instrução conhecidos’. ”

Os cursos, principalmente os contemporâneos EAD, exigem uma equipe multidisciplinar de profissionais envolvidos: conteudistas, tutores virtuais/presenciais, programadores, web designers, revisores, programadores entre outros. Sim, é difícil, mas não impossível que um DI tenha todo esse know-how, porém não deve ser tido como obrigatoriedade da função. Como alguém já disse “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. Mesmo entendendo a situação econômica desfavorável do país, tem que se ter o cuidado de não se descaracterizar a profissão e o profissional. O DI pode criar um momento no processo formativo em que seja necessário, afins de enriquecer a aprendizagem uma storytelling, mas não necessariamente ele deve desenvolve-la, isso é função do conteudista que pode ser contratado por ele, ou já existir na instituição.

O DI é

“…o profissional responsável pela coordenação e desenvolvimento dos trabalhos de planejamento, desenvolvimento e seleção de métodos e técnicas mais adequadas ao contexto em que será oferecido um curso. Sua atuação também engloba a seleção de atividades, materiais, eventos e produtos educacionais de acordo com as situações específicas de cada oferta educacional, a fim de promover a melhor qualidade no processo de aprendizagem dos alunos em cursos ocorridos em ambientes virtuais (ou fora deles). ” (KENSKY; BARBOSA, 2007, p. 3)

Para esse profissional é imprescindível o conhecimento básico dos 6Ds (nesse link há uma ótima introdução sobre isso http://lab20.com.br/labedu/6ds/6DsIntroducao.pdf) e também sobre a metodologia dos sete passos fundamentais da aprendizagem (http://www.senac.br/media/6613/artigo1.pdf) e, claro, muita desenvoltura no mundo virtual.

É necessário que esse profissional tenha uma visão macro de todo o processo ensino-aprendizagem, bem como foco no objetivo final da aprendizagem específica. Em qualquer ponto desse processo é necessário que tenha visão educadora e esteja ligado nas nuances e transformações dos ambientes corporativos e profissionais.

Espero poder contribuir com os “desenhistas de perfis” com esse artigo. Qualquer coisa, vamos “trocando figurinhas”.

Paz e bem, sempre!

Referências:

FILATRO, A. Design instrucional na prática. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2008.

KENSKI, V. M.; BARBOSA, A. C. L. S. Gestão de pós-graduação a distância: curso de especialização em designer instrucional para educação on-line. In: CONGRESSO LUSOBRASILEIRO DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO, Porto Alegre, 2007. Anais… Porto Alegre: Anpae, 2007. 12 p.

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