“Até que brote o sangue, até que surja a alma”

“O sol que veste o dia… O dia de vermelho, o homem de preguiça, o verde de poeira,
Seca os rios, os sonhos… Seca o corpo a sede, na indolência…

Beber o suco de muitas frutas, o doce e o amargo, indistintamente…
Beber o possível, sugar o seio da impossibilidade…

Até que brote o sangue, até que surja a alma dessa terra morta, desse povo triste”…

(O doce e o amargo, Secos & Molhados, 1974, http://www.youtube.com/watch?v=r8lNl2TfkT4)

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Sustentabilidade, gestão ambiental e responsabilidade social atualmente ultrapassam o estereotipo de modismo e tornam-se efetivamente uma preocupação e uma busca por . O conceito, melhor entendido nos dias de hoje, leva em consideração se uma ação é economicamente viável, ambientalmente correta e socialmente justa.  De acordo com a Sondagem Especial de Meio Ambiente, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a imagem e a reputação da empresa são o principal motivo para a adoção de procedimentos de gestão ambiental (e entendam-se aqui os outros termos tratados), executados por sete em cada dez indústrias brasileiras. Ao todo, são 78,6% das empresas pesquisadas que apontaram esse como a principal motivação para investir em questões ambientais. O segundo maior motivo para as práticas de gestão ambiental, conforme 77,7% das empresas são as exigências do licenciamento ambiental, seguidas de regulamentos ambientais, apontados por 66,6% delas — segundo o site www.administradores.com.br.  Ainda, segundo o site em outra matéria, com a proximidade das festas de final de ano, cresce o mercado de brindes ecológicos, o que ajuda a alavancar no mercado o nome da empresa socialmente preocupada. Mesmo sendo (hipoteticamente falando) para “sair bem na foto” com seus clientes, colaboradores e fornecedores, estamos num tempo onde qualquer proposta coligada as palavras-chaves sustentabilidade, gestão ambiental, responsabilidade social e afins, ganha peso e colocam a empresa como corresponsável pelas ações que quer incentivar. Nesse cenário cresce a preocupação dos educadores, formadores de profissionais atentos à contemporaneidade e com visão ampliada para os próximos milênios onde, entende-se, as “palavras-chaves” em questão serão passaporte para sobrevivência.

A mudança é iminente e urgentíssima, porém será necessário não nos atermos somente a esses pensamentos concretos dos trabalhos que fazemos e que lemos, haja vista que somos seres pensantes (ao menos acredito que sejamos) e os subsídios aos quais recorremos são de autores que pensam ainda mais do que nós… O pensamento aqui é o fundamento de todas as propostas, será necessário colocarmos os nossos pupilos para pensar também…

Começo com a letra de João Ricardo e Paulinho Mendonça “O doce e o amargo” imortalizada primordialmente pelo grande grupo Secos & Molhados em 1974. Embora não acredite que fosse essa a intenção na época, a letra hoje retrata exatamente o que estamos passando quando refletimos sobre sustentabilidade e afins, e passaremos “até que brote o sangue, até que surja a alma dessa terra morta, desse povo triste”.

Será a partir do pensamento crítico, sistêmico e responsável que conseguiremos semear sementes sustentáveis, será a partir da significação que conseguiremos evoluir de modo ético e responsável seja com o ecossistema, seja simplesmente como cidadão.

Percebemos que hoje as pessoas perderam a sensibilidade de ser humano, não há mais solidariedade, não há mais complacência, não há amor… Ora, se não somos capazes de amar as pessoas (talvez nem a nós), como amaremos nosso planeta? Se não encontramos significado pra vida, e ensinarmos aos nossos pupilos com essa significação, provavelmente qualquer ação será em vão…

Para refletir…

Referência: http://www.administradores.com.br

Foto original no site Produção Marginal

Licença Creative Commons
Artigos de Francisco Costa está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em docarmocosta.wordpress.com.

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