Tendências do mundo do trabalho, perspectivas e mais

Sei que nada será como está amanhã ou depois de amanhã…

(Nada será como antes, Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972)

 O final do século XX, precisamente em sua última década, transformou indubitavelmente o mundo do trabalho tendo como principais destaques a globalização e o avanço tecnológico, especificamente as novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs) e sua base, a Internet, protagonistas de uma revolução tão avassaladora quanto à revolução industrial em sua época.

 A professora Dra. Léa Elisa Silingowschi Calil – Advogada, professora no Centro Universitário FIEO – UNIFIEO, mestre e doutora em Direito pela PUC/SP, retrata: “A internet traz consigo uma globalização maior do que aquela provocada pelas grandes navegações, que descobriu novos continentes e ampliou como nunca, até então, os mercados, ao oferecer novos e desconhecidos produtos. Cria novos postos de trabalho com a mesma velocidade com que fecha outro, com uma rapidez muito maior do que aquela provocada pela revolução industrial. Democratiza o acesso a informações a muito mais pessoas e com mais amplitude que a invenção da imprensa por Guttemberg o fez”. (já citado nesse blog anteriormente, clique aqui para ver)

 A hiperconectividade desenha um mercado tão ávido por mudanças quanto resiliente para adaptar-se a elas.  Vivencia espaços reais e virtuais colaborativos e cada vez mais compartilhados. Tende a mais experienciações no lugar de experimentar fórmulas de resultado certeiro.  Torna-se atemporal, quebrando a rigidez de horário tão em voga no século passado permitindo que o trabalho seja feito por seus colaboradores em seu próprio tempo e espaço através de seus diversos aparatos eletrônicos: celulares, smartphones, tablets etc. Contemplando dessa forma uma pseudo melhora na qualidade de vida tão buscada através dos séculos. A preocupação socioambiental e a sustentabilidade deixam de ser modismo para efetivamente ganhar significado.

“O trabalhador dos próximos anos será ainda mais exigido, tanto do ponto de vista técnico como em comportamento profissional e na vida privada”.  (8 tendências do trabalho, Revista Época, 11/01/2011)

 Esse cenário espera profissionais inovadores e criativos, aptos a decisões assertivas e que agreguem valor não só a empresa, mas aos envolvidos em todo o processo, seja no âmbito profissional, pessoal ou coletivo.  Desses profissionais espera-se resiliência, eficiência e eficácia. Não só mais suas expertises serão avaliadas, mas também, e principalmente, sua postura dentro e fora da empresa. Na era da exposição faz-se necessário o comedimento, a idoneidade e a competência informacional capaz de transformar realidades. Exige-se nesse contexto a competência para o trabalho em equipe, a clareza na exposição de pontos de vista e ideias. Profissionais líderes de si, éticos e cidadãos corresponsáveis por suas ações, feitos e efeitos. Prontos e aptos a feedback contínuo a si e aos outros, dispostos a aprender e a ensinar, preparados para o choque entre as diversas gerações de atores que se misturam nesse palco. A responsabilidade social e a tendência à inclusão também serão apreciadas no perfil desses profissionais.

“Existe uma grande incompatibilidade entre aquilo que as empresas precisam e aquilo que grande parte dos profissionais pode oferecer”.

Elaine Saad, country manager da Right para América Latina (Right Management no Brasil, consultoria, especializada em gestão de talentos e carreira).

 “Há nas empresas uma procura por trabalhadores que as escolas estão sendo incapazes de oferecer”. (Professor Gilson Schwartz, autor do livro “As Profissões do Futuro”).

 Seguindo a tendência exposta, será necessária a mobilização de recursos que transcendam o cognitivo, humanizando a educação profissional e as máquinas, colocando na metodologia não só a técnica, mas as experiências e vivências de seus tutores mostrando aos educandos visões reais de sucesso e compartilhando os insucessos. Desmitificar o poder e trabalhar a delegação do mesmo. Trabalhar a ética, os direitos e deveres. Suscitar a autoaprendizagem e a multiplicação dos frutos. Deverá considera a auto estima e os contextos envolvidos respeitando as diferenças e enfatizando as diversidades.

Licença Creative Commons
Artigos de Francisco Costa está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em docarmocosta.wordpress.com.

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