WEB 3.0

web copy Para melhor entendimento do conceito de web 3.0 e também das futuras nomenclaturas que ela terá, é necessária a compreensão dos conceitos anteriores e também porque se caracteriza isso como web 1.0, 2.0, etc.

Essa nomenclatura é aproximada com a idéia dos softwares, a cada versão se acrescenta ou se modifica um número seqüencial, indicando a quantidade de atualizações que foram feitas, ou seja, não significa que existe um software específico, ou que a internet terá um novo tipo de acesso por um provedor específico, é somente uma forma de mostrar que o que já se conhece funcionará um pouco mais diferente ou melhor. Inclusive esse tipo de nomenclatura já atrapalhou muitas pessoas por já saberem o que é a web 1.0 ou 2.0 mas não terem a exata certeza ou medo de errar na definição.

Para facilitar o comparativo, o básico dessas relações é que o que muda não é a web, mas a forma com que as pessoas se relacionam com ela, ou seja, obviamente o que é apresentado na internet muda e os usuários mudam de comportamento de acordo com tendencies e novidades.

A web 1.0 (ligando o motor)

Para o usuário final, pode-se dizer que a internet começa aqui, embora ela já existisse anteriormente de forma “militar”, usada principalmente na Guerra Fria para transferência de arquivos importantes (não podemos deixar de perceber a ironia da falta de segurança que muitas vezes vemos no dia-a-dia da web).

A web 1.0 (se é que é possível chamá-la assim, já que existem milhares de teóricos, cada um com sua idéia de rede), tinha por premissa impressionar mais do que informar os usuários sobre as possibilidades digitais, ou seja, se auto divulgar.

Na época em que ela foi expandida e difundida, existia uma grande cultura de cd-rom, onde o conceito multimídia era muito utilizado. Os primeiros sites (animados) eram inclusive feitos em Director na sua maioria, que era o programa mais “potente” para animação disponível.

Logo após destacam-se EYE4U e 2ADVANCED, empresas com forte trabalho de Flash e 3D (3D sempre foi e será importante), onde o movimento atrelado a trilhas eletrônicas ditavam o tom do que se procurava na internet nesse periodo.

Web 2.0 (acelerando…)

Acontece uma solidificação dos processos de animação e modo como se trabalha marketing na internet, pois até então, não existiam lojas virtuais realmente seguras.

O período atual é um período de transição, pois há muito tempo se vive a web 2.0 mas não se entende o que isso significa, ou tenta-se vendê-la como novidade em eventos espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

A web 2.0 está ligada a forma com que as pessoas relacionam-se, o maior uso de comunidades, sites de relacionamento, listas de discussões etc.

O Orkut talvez seja o primeiro a converter e usar esse conceito, onde é possível se conectar mais facilmente com amigos e talvez gerar possíveis negócios. Mas como todo o serviço gratuito, em alguns momentos ele se disvirtua e passa a se tornar um “espaço de spam”, daí entra a ética na web, que deve ser pensada pelas grandes empresas em todos os trabalhos, seja 3.0, 4.0…

Além do Orkut, podemos citar G-Mail, Youtube, Wikipedia, Flickr e o aumento do uso dos blogs, que se tornou ferramenta indispensável de marketing on-line. O site Youtube é um dos mais usados para a exploração de marketing, pois a inserção de vídeos, ou “postagem” é gratuita e a “viralização” é grande.

Esse grande número de services gratuitos, onde é possível conhecer mais sobre a vida alheia caracteriza a web 2.0, pode-se até chamar de sites “rizomáticos”, que se auto modificam num processo continuo de atualização sem interferência direta do administrador do site.

Do ponto de vista de software, começam as certificações (W3C por exemplo), é possível garantir uma maior facilidade de acesso aos sites devido ao conhecimento existente do que é funcional para uma maioria de usuários. O uso de novas tecnologias como Tableless, Javascript e Ajax têm maior destaque, por deixar mais leve os documentos, além de facilitar a semântica dos objetos. Com o advento da internet banda larga, as animações em Flash puderam ser mais exploradas, e o Flash tornou-se praticamente padrão para sites com uma maior “experience”.

Web 3.0 (velocidade de cruzeiro, piloto automático)

Sistemas colaborativos. Esse é o caminho da web 3.0, os sistemas começam a se voltar para a intersecção dos softwares e dados, fazendo com que as informações sejam partilhadas e modificadas por todos envolvidos no sistema.

A Semântica (que podemos chamar de “significação”) ganha espaço, pois os mecanismos de busca se utilizaram dela para mostrar melhores resultados, pensando pelo usuário, é IA (ou para alguns americanizados AI) Inteligência Artifical aplicada. Os padrões como W3C e outros se tornam indispensáveis pois facilitam a navegação do usuário em uma melhor identificação do código.

O que significa a semântica nas páginas web? Significa que a página contém “tags” (existem outros tipos de tags), ou seja, contém nomes específicos de suas classificações, que são facilmente entendidas por serem uma linguagem única e catalogada.

Na criação de conteúdo, o uso da taxonomia e da folksonomia permite a criação de tags que são identificadas de melhor forma pelos usuários de acordo com suas preferências, essas tags podem ser chamadas de categorias também (essas são as tags diferentes das tags de programação). Mas isso não significa que será tudo automático, pois segundo alguns especialistas os serviços de busca contam com chats, e essas conversas por chat podem ser inseridas posteriormente em banco de dados para serem acessadas no futuro, definindo mais detalhes sobre o que os usuários buscam.

Os serviços compartilhados permitem mais funções, e documentos podem ser atualizados por diversas pessoas sem a necessidade de um arquivo físico gravado no computador, usando somente arquivos em servidores diversos. Agendas, documentos e vídeo-conferências são comuns no movimentado fluxo de informações.

O conceito básico é de estruturação do conteúdo, dos “bastidores” da web, como dito anteriormente, os sistemas trabalham para a melhoria da navegação, onde seria possível colocar “metadatas”, códigos específicos sobre palavras e frases em textos, que definem melhor sobre o que se fala, como por exemplo (trocando a cidade a que o empresário Nova Spivack, palestrante famoso no Vale do Silício e dono da Radas Networks cita em entrevista para a Folha), “…se o texto for sobre São Paulo, será possível especificar se é sobre o município ou sobre o estado, e o usuário final não verá isso, somente os mecanismos de busca, o que deixará a pesquisa mais próxima do que o usuário deseja”.

Esse tipo de pesquisa, primariamente é o que acontece por exemplo na Amazon, onde após uma pesquisa o site automaticamente indica produtos similares, de gênero próximo ou com palavras-chave pré-definidas. O próximo passo seria fazer uma segmentação (semântica) que analisasse idade, local de moradia e outros dados pessoais, para que as indicações fossem cada vez mais específicas, e conseqüetemente mais vantajosas.

Por exemplo, e de forma resumida, como cita Daniel Gruhl (um dos diretores da Almaden IBM Research Center) em um artigo da Folha Online, a rede é uma lista telefônica com bilhões de páginas onde por exemplo você pesquisa todos os “Silva”, o resultado, em uma busca avançada seria no máximo “todos os Silva de São Paulo”. Em uma pesquisa da web 3.0, ela diria quais Silva são corintianos, votaram no PSDB e são alérgicos a frutos-do-mar. É um aumento de possibilidades a ser explorado.

Para fechar, a usabilidade é fator importante, já que contamos com uma melhor classificação dos dados, e assim sairá na frente quem conseguir integrar flash com contéudo que o browser e softwares específicos possam identificar, deixando a web ainda mais abrangente.

Fonte: http://www.ci9.com.br/blog/

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