Marketing na Web

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Marketing é uma poderosa palavra que está presente no imaginário social. Toda definição de marketing se torna incompleta, e às vezes até imprecisa. Muitos estudiosos procuraram traduzir e definir a palavra marketing, porém encontrar um só conceito que expresse tudo o que ele engloba é um desafio.

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Apesar de encontrarmos suas raízes ao longo da história da humanidade, na própria gênese do comércio, o marketing é um campo de estudo novo se comparado com os demais campos do saber. Conhecido como o estudo do mercado, ele surge após o séc. XVIII, quando se deu o início da revolução industrial que foi responsável pela transformação de um mercado de vendedores em um mercado de compradores.

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Na maior parte das empresas, o marketing ocupava, há 50 anos, apenas um lugar modesto no organograma, o de um serviço comercial, composto por certos vendedores e alguns poucos empregados interessados, porém gradativamente esse conceito foi se modificando. Atualmente, pode-se ver a mesma empresa praticando diferentes filosofias de marketing ao redor do mundo e, ao mesmo tempo, usando filosofias diferentes do marketing em um mesmo mercado.

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A primeira grande mudança neste cenário veio em 1960 por Theodore Levitt, mais tarde considerado o pai do marketing. Professor da Harvard Business School escreveu um artigo intitulado “Miopia em Marketing”. Miopia é um defeito de visão que faz com que as coisas só possam ser vistas de perto, sendo difícil a visão do todo. Usando essa imagem, “Miopia em Marketing” questiona os empresários que se focalizam apenas nos detalhes operacionais do seu negócio, perdendo oportunidades, não identificando ameaças ou não percebendo as modificações ocorridas em função da mudança das necessidades ou da mudança na tecnologia. Com a chegada da televisão, muitas empresas cinematográficas sentiram-se ameaçadas e muitas desapareceram. Hollywood, por exemplo, julgava estar no setor cinematográfico, quando na realidade seu setor era o de entretenimento. “Cinema” implicava um produto específico, limitado. Se Hollywood tivesse se preocupado com o cliente (fornecendo entretenimento) e não com um produto (fazendo filmes) não teria passado pelas dificuldades financeiras pelas quais passou. O que por fim salvou Hollywood e determinou seu recente renascimento foi a onda de novos e jovens roteiristas, produtores e diretores, cujo êxito obtido anteriormente na televisão liquidou as velhas empresas cinematográficas e derrubou seus grandes nomes. “Miopia em Marketing” revelou uma série de erros de percepções, mostrou a importância da satisfação dos clientes e transformou para sempre o mundo dos negócios. O vender a qualquer custo deu lugar à satisfação garantida.

SLIDE 5 = Os conceitos centrais de marketing estão interligados numa relação direta. Podemos ver da seguinte forma:

DESEJOS – São as necessidades humanas moldadas pela cultura e pelas características individuais. Os desejos são mutáveis e se modificam conforme as transformações ocorridas na sociedade. Como lacunas que jamais são preenchidas, o marketing deve se dirigir para criar novos desejos (produtos) com o objetivo de assegurar a sua própria existência.
DEMANDAS – As pessoas têm desejos infinitos, mas recursos limitados. Sendo assim, elas desejam produtos que proporcionam o máximo de satisfação possível em troca de seu dinheiro. Através da capacidade de compra de cada indivíduo, os desejos se tornam demandas.

PRODUTOS – Necessidades, demandas e desejos humanos sugerem que existem produtos disponíveis para atendê-los. Um produto é qualquer coisa que possa ser oferecida a um mercado para satisfazer parcialmente uma necessidade ou desejo. O conceito de produto inclui bens duráveis e não-duráveis (tangíveis), serviços (intangíveis), pessoas, lugares, organizações, atividades e idéias. Nessa perspectiva deve-se destacar que a abordagem de produto implica na oferta de algo que tenha valor para alguém.

TROCA – Marketing ocorre quando as pessoas decidem satisfazer suas necessidades e desejos por meio de trocas. Troca é o ato de se obter um objeto desejado oferecendo algo como retorno. Troca é o conceito central de marketing, pois implica na relação de comunhão entre duas partes (produto e comprador) com interesses que, em um dado momento, estão em convergência.

TRANSAÇÕES – Se troca é o conceito central de marketing, uma transação é a unidade de medida do marketing. Uma transação é composta de uma troca de valores entre duas partes. Podemos incluir nessa modalidade as transações do tipo monetária, de escambo e de cunho ideológico, como o voto, por exemplo.

MERCADOS – O conceito de transações leva ao conceito de mercado. Um mercado é o grupo de compradores reais e potenciais de um produto. Um mercado pode ser identificado de duas formas estruturais: o físico ( marketplace ) e o virtual. Na mesma perspectiva, podemos destacar também diversos tipos de mercado como o financeiro, o de trabalho, o da filantropia, entre outros.

SLIDE 6 – NECESSIDADES – É o conceito mais básico e inerente ao marketing, pois está relacionado ao entendimento das necessidades humanas. Trata-se de um estado de privação do indivíduo, que inclui as necessidades físicas básicas, sociais e individuais de conhecimento e auto-realização. Para ilustrar sua formulação, podemos recorrer ao olhar do psicólogo, da linha humanista, Abraham Maslow, através do modelo da pirâmide das necessidades.

1. Necessidades fisiológicas
Estas são as necessidades mais básicas, mais físicas (água, comida, ar, sexo, etc.). Quando não temos estas necessidades satisfeitas ficamos mal, com desconforto, irritação, medo, doentes. Estes sentimentos e emoções nos conduzem à ação na tentativa de diminuí-las ou aliviá-las rapidamente para estabelecer o nosso equilíbrio interno. Uma vez satisfeitas estas necessidades nós abandonamos estas preocupações e passamos a nos preocupar com outras coisas.

2. Necessidades de segurança
No mundo conturbado em que vivemos procuramos fugir dos perigos, buscamos por abrigo, segurança, proteção, estabilidade e continuidade. A busca da religião, de uma crença deve ser colocada neste nível da hierarquia.

3. Necessidades sociais
O ser humano precisa amar e pertencer. O ser humano tem a necessidade de ser amado, querido por outros, de ser aceito por outros. Nós queremos nos sentir necessários a outras pessoas ou grupos de pessoas. Esse agrupamento de pessoas pode ser a antiga tribo, ou a tribo (grupo) atual, no seu local de trabalho, na sua igreja, na sua família, no seu clube ou na sua torcida. Todos estes agrupamentos fazem com que tenhamos a sensação de pertencer a um grupo, ou a uma “tribo”. Política, religião e torcida são as tribos modernas.

4. Necessidades de “status” ou de estima
O ser humano busca ser competente, alcançar objetivos, obter aprovação e ganhar reconhecimento. Há dois tipos de estima: a auto-estima e a hetero-estima. A auto-estima é derivada da proficiência e competência em ser a pessoa que se é, é gostar de si, é acreditar em si e dar valor a si próprio. Já a hetero-estima é o reconhecimento e a atenção que se recebe das outras pessoas.

5. Necessidade de auto-realização
O ser humano busca a sua realização como pessoa, a demonstração prática da realização permitida e alavancada pelo seu potencial único. O ser humano pode buscar conhecimento, experiências estéticas e metafísicas, ou mesmo a busca de Deus. Como base para o marketing, uma aplicação lógica é que não adianta querer vender canetas de luxo ou automóveis para pessoas que estão tentando satisfazer suas necessidades de segurança, ou seja, a hierarquia das necessidades de Maslow entrega, pronta, uma segmentação psicológica baseada nas necessidades e desejos das pessoas. Outro exemplo dessa possível aplicação em marketing: não adianta tentar vender produtos orgânicos – só com adubação natural – para um segmento que está com fome. Esta necessidade de produtos orgânicos está no topo das necessidades de segurança.

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Descobrir e satisfazer as necessidades são uma constante no trabalho do marketing. Fazer marketing é pensar no cliente o tempo todo. Portanto, toda a empresa deve estar orientada para esse pensamento. Já ouvimos sobre diversos tipos de marketing: marketing pessoal, marketing cultural, marketing social, e por aí vai… Vamos focar três tipos básicos que são:

Marketing de resposta que é o marketing que responde a uma demanda, descobrindo e satisfazendo necessidades, o chamado marketing ativo.

Marketing de previsão que tem como missão reconhecer uma necessidade latente ou emergente. O chamado marketing antecipativo.

Marketing de criação de necessidades que é o nível mais agressivo de marketing, pois é o esforço que leva a empresa a lançar um produto jamais solicitado e, muitas vezes, inimaginável. É o conceito que se parte da idéia de que ao invés da empresa ser dirigida pelo mercado é a empresa que dirige o mercado. É o chamado marketing pró-ativo, pois trabalha com a abordagem da inovação radical em sua estratégia.

OBS: Aproveitar cada oportunidade para falar de suas qualificações, títulos e conquistas

não é marketing pessoal. É apenas ser chato.

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Define-se estratégia como um amplo plano de ação, pelo qual uma organização espera alcançar um ou mais objetivos relacionados a suas escolhas de negócios e grupos de clientes. Em tese, não existe um tipo correto de estratégia. A estratégia mais adequada é aquela que melhor corresponda aos valores e disposição para assumir riscos pelos dirigentes de cada organização. No contexto da Estratégia de Marketing, denomina-se comumente as estratégias dos 4 Ps, que representam Produto, Preço, Promoção e “Praça”, como elementos táticos.

SLIDE 9 – ESTRATÉGIA OFENSIVA

O marketing ofensivo geralmente tem como objetivo ganhar participação de mercado, tomando-a de outros participantes do mercado.

Ataque Frontal. No marketing ofensivo a opção mais “kamikaze” é o ataque frontal. O ataque frontal corresponde a uma guerra de atrito, eventualmente com elevadas baixas em ambos os lados, onde o vencedor será aquele com maior capacidade de resistência. Ataque de Cerco. O ataque de cerco (ou de envolvimento), consiste em uma estratégia competitiva, usada por um desafiador forte, para atacar o líder de mercado. O desafiador de mercado lança um ataque em várias frentes ao mesmo tempo, em uma tentativa de tirar o comando do líder no mercado.

Ataque de Desbordamento. Na estratégia de ataque de desbordamento, a organização desenvolve seu ataque através da diversificação em novos territórios, produtos ou tecnologias.

Ataque pelo flanco. O ataque pelo flanco, ou ataque em um ponto de debilidade do competidor, consiste em uma estratégia em que a organização ataca outra em um ponto fraco, comumente concentrando esforço máximo em uma região geográfica ou segmento de mercado onde o rival tem seu desempenho mais fraco.

Flanqueamento de Produto. No flanqueamento de produto, a companhia produz suas marcas em uma variedade de tamanhos e estilos de modo a ganhar espaço de prateleira e inibir competidores (ver exemplo da Unilever).

Marketing de Guerrilha. O marketing de guerrilha é um ataque intermitente. Consiste na estratégia de alvejar grupos pequenos e especializados de clientes de tal modo que as grandes companhias não acharão que vale a pena retaliar.

SLIDE 10 – ESTRATÉGIA DEFENSIVA

Ao lado das estratégias ofensivas de marketing, existem as estratégias reativas. Consistem em atividades de marketing de são desenvolvidas pela organização de modo forçado, em decorrência da ação de competidores que desenvolvem estratégias ofensivas.

Defesa de Flanco. Algumas estratégias são preventivas, como na defesa de flanco. Nessa variação de estratégia de marketing, o líder de mercado tenta identificar e fortalecer seus próprios pontos fracos, comumente áreas geográficas ou segmentos de mercado em que está com desempenho abaixo do esperado, antes que um competidor menor possa montar um ataque contra essas fraquezas.

Ataque Preventivo. Outra estratégia defensiva comumente utilizada é o ataque preventivo. Nesse tipo de estratégia, aparentemente ofensiva, a organização ao perceber a iminência do ataque do adversário, o ataca antes.

Estratégia “ad hoc”[1]. Mas, a mais comum das estratégias defensivas, é a “de fato”, ou seja: ao ser atacada por um adversário, a organização necessita ter um arsenal de modos de defesa, compatíveis com cada tipo de ataque, para ter flexibilidade no contra-ataque. Organizações com modelos rígidos de defesa terminam sucumbindo com o passar do tempo.

SLIDE 11 – ESTRATÉGIAS DE CRESCIMENTO

Independentemente de sua estratégia competitiva, as organizações desenvolvem estratégias de crescimento, para orientar seus investimentos e esforços dentro de horizontes temporais mais amplos. Dentre as opções disponíveis destacam-se: A Integração Vertical, ou Crescimento Integrado (também denominada Diversificação Vertical), consiste em uma estratégia de crescimento em que uma empresa adquire algum outro elemento da cadeia de distribuição da qual ela faz parte. A Integração horizontal consiste em uma estratégia de crescimento baseada na aquisição, ou no exercício de algum tipo de controle sobre alguns de seus competidores.

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Um Planejamento de Marketing adequado representa a diferença entre uma aventura muito dispendiosa de tentativas e erros, que na maioria das vezes, coloca a empresa em situações muito desfavoráveis e a conquista de novos clientes e mercados, distanciamento da concorrência, aumento do valor agregado e maior lucratividade. Um plano de marketing identifica as oportunidades que podem gerar bons resultados para a organização, mostrando como penetrar com sucesso para obter as posições desejadas nos mercados. O plano de marketing global da companhia pode ser composto a partir de uma série de planos de marketing menores para produtos ou áreas individuais. Existem tipos de planos diferentes, para diferentes propósitos e não apenas um plano de marketing de “companhia”. Podemos denominá-los como: plano completo, plano básico, plano histórico e plano para um novo produto.

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Nas últimas décadas, o consumidor adquiriu um papel relevante no estudo do mercado, sendo fundamental analisar o comportamento do ser humano antes, durante e após a aquisição de um produto ou serviço. Sabemos que em cada um de nós existe um consumidor e que em cada pessoa que conhecemos também existe o ato de consumo, porém, são muitos os fatores que podem influenciar a tomada de decisão e comportamentos do consumidor. Conhecer as preferências do consumidor é importante em qualquer lugar do mundo. Antes de gastar milhões de dólares no design, na fabricação e no marketing de um produto, as empresas primeiro precisam descobrir se as pessoas querem realmente comprá-lo. Esse processo é chamado de pesquisa de mercado. A pesquisa de mercado é um grande negócio. Empresas americanas gastam bilhões de dólares todo ano em teste de produtos, entrevistas e pesquisas – tudo isso para determinar qual logomarca chama mais a atenção, qual sabor de batatinha é mais apreciado e qual música pop será o próximo hit.

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Os consumidores podem ser influenciados por motivações, por necessidades, tal qual vimos na pirâmide das necessidades, mas muitas vezes estas necessidades não serão forte o bastante para motivar a pessoa a agir num dado momento, ou seja, a pessoa às vezes necessita de um motivo maior para buscar sua satisfação. É a personalidade de cada pessoa que vai determinar o seu comportamento no ato da compra, pois se refere as características psicológicas que conduzem uma resposta relativamente consistente no ambiente onde a pessoa está inserida. As percepções, são consideradas como “processo pelo qual as pessoas selecionam, organizam e interpretam informações para formar uma imagem significativa do mundo” (KOTHER e ARMSTRONG, 1993, p.89). Desta forma, a pessoa fica pronta para agir, influenciada por sua percepção, que vai determinar sua decisão de compra. Através dessas influências, os consumidores aprendem e diferenciam fatores sobre escolhas que vão fazer durante as suas tomadas de decisões, tornando, assim, seu comportamento um pouco mais previsível a quem os deseja estudar. Os fatores situacionais também têm grande poder de influenciar o ato da compra. Para ele, um ambiente agradável e confortável em determinados casos pode determinar a compra, pois em muitos casos os consumidores decidem já nas prateleiras ou gôndolas dos pontos de venda. Um outro fator que também leva em consideração os fatores situacionais é a comunicação, pois o estudo de diferentes tipos de mídia por parte das empresas, com estratégias direcionadas, leva a um efeito significativo no comportamento da compra. Os consumidores ainda são influenciados por outras variáveis muito importantes em seus comportamentos no ato da compra, que são: as classes Sociais, as variáveis Sociais, as Variáveis Econômicas e as Variáveis Culturais.

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A partir de um conceito pela primeira vez descrito em 1962, a Internet, depois de uma longa história de desenvolvimento entre as comunidades acadêmica e militar, aparece, por volta de 1993, para a grande massa. A importância da Internet no Brasil e no mundo, somada ao seu potencial impacto nos negócios, faz com que a comunidade acadêmica movimente-se no sentido de melhor compreender o fenômeno da compra online, caso da área de Marketing, que conta com uma nova mídia e também com um novo canal de vendas, ambos interativos e sobre a qual ainda se sabe muito pouco. Os estudiosos têm procurado explicar o comportamento de compras online a partir de três grandes grupos de conceitos: o perfil do consumidor, o uso que este faz da Internet e as atitudes que tem em relação à compra online. Em termos de características demográficas, levantamentos recentes no mercado brasileiro caracterizam o usuário da Internet como pertencente às camadas mais privilegiadas da população, tipicamente das classes A e B, com renda familiar bem acima da média populacional e nível educacional tendendo para o superior. Esse perfil elitizado é comum a diversos países, incluindo Austrália, Canadá, França, Alemanha, Israel, Países Baixos, África do Sul, Espanha, Suíça e Inglaterra. Porém, desde 2006, houve um crescimento substancial de consumidores da classe C. Ao contrário dos anos anteriores, quando a expansão era alimentada pelos consumidores das classes A e B, desta vez é o usuário de classe C o principal responsável pelo forte crescimento das lojas virtuais.

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Há que se ressaltar, entretanto, que não são as características econômicas e demográficas que melhor têm explicado o comportamento de compras online. Um intrigante estudo feito há algum tempo constatou que as pessoas que compram online parecem sofrer de escassez de tempo (são “time starved”, segundo os autores do estudo), mostrando que o estilo de vida seria um bom explicador desse tipo de compra. O tipo de uso e as motivações do uso da Internet também têm se mostrado um bom explicador do comportamento de compras online, envolvendo tanto os aspectos mais objetivos dessa dimensão (número de conexões por dia, por exemplo), como os aspectos motivacionais desse uso (benefícios procurados, por exemplo). Esses compradores são caracterizados como pessoas há mais tempo conectadas à rede, que recebem muitos e-mails por dia, utilizam a Internet para levantar informações sobre os produtos e serviços e passam razoável quantidade de horas conectados. Esse tipo de consumidor foi denominado pelos estudiosos de “plugado” (“wired”, segundo o original). A necessidade de ver e pegar os produtos antes de comprar tem sido considerado um inibidor das compras pela rede e, de certa forma, um gerador de atitudes negativas em relação a essa alternativa de consumo. A atitude com relação à segurança e à privacidade também aparece como fator importante e que pode funcionar como limitador no uso da compra via Internet.

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Porém, não intimidados pelas atitudes limitadoras, o marketing na web tem apresentado um crescimento substancial. Realizado pela IBM recentemente o relatório intitulado: “The End of Advertising as We Know It” (O fim da propaganda como nós conhecemos), baseado em entrevistas com 80 executivos de agências e anunciantes e 2.400 consumidores indica que cerca de 30% dos investimentos que hoje vão para a mídia tradicional vão migrar para a mídia online em 5 anos. De acordo com o estudo, os principais fatores provocando essa mudança são o aumento da popularidade dos sites que apresentam conteúdo gerado pelo usuário e a maior habilidade dos consumidores em controlarem como e quando estarão expostos a propaganda. Em outras palavras, interatividade. Milhares de pessoas descobrem a internet diariamente. Nela o usuário encontra toda e qualquer informação de que necessite. Seja ela educacional, profissional, de consumo, entretenimento ou jornalística. Todas as grandes empresas de sucesso anunciam na internet. E quem acha que isto é por luxo ou vaidade está completamente enganado. A Internet é o veículo de comunicação que mais cresce no mundo.

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Com o marketing digital presente no dia-a-dia das empresas e, principalmente, no do consumidor, é necessário que as companhias tenham uma visão diferenciada de como atuar nesse universo devido à necessidade de atingir com precisão o perfil comportamental do consumidor. Atuar num mercado tão dinâmico e “diferente” significa necessariamente uma adaptação do profissional de mídia. Ter experiência no off-line ajuda, mas é preciso absorver características que são exclusivas do meio online. Ou seja, abrir a mente para uma maior diversidade de formatos, investir fortemente na segmentação, se acostumar com a dinâmica própria dos meios digitais, e, importante: não se acomodar. Existe um enorme território à frente, pronto para ser desbravado – e para os pioneiros é necessário ousadia.

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Comparando com a propaganda convencional, a Internet oferece maior flexibilidade e permite maior criatividade, isso sem falar também de seus baixos custos de produção. Supera as limitações de tempo e espaço, permitindo a utilização simultânea de outros meios de publicidade. A relação custo-benefício não tem comparação. Um anúncio ou uma página na Internet tem um desempenho claramente superior a qualquer outro veículo, se você considerar o custo, o período de validade e o público atingido. O anúncio feito na internet é visto durante as 24 horas do dia, independente do horário em que o usuário de internet esteja conectado. Enquanto os anúncios em TV e Rádio, para surtirem efeito, dependem diretamente do horário escolhido para a veiculação, sem contar que têm duração limitada de segundos. O marketing digital apresentou este ano a sua melhor forma e chegou a ser a única ferramenta para um lançamento da marca Fiat. O marketing digital em 2007 pode ser representado por nomes como e-commerce, móbile marketing, Google, You Tube, Orkut, Second Life, entre outras marcas e conceitos que integram esta bem-vinda novidade. Sandra Turchi, professora da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing – destaca o usuário como a grande estrela da Internet, tanto por meio de redes sociais interativas quanto nos blogs, onde emitem opiniões e visões sobre qualquer tema ou marca, caminhando cada vez mais para o comando das ações digitais. O papel das empresas neste cenário é apenas de coadjuvante.

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De acordo com estudos realizados, o principal motivo de acesso à Internet no Brasil é o e-mail. Por isso, o e-mail marketing é bastante importante para as empresas no relacionamento com clientes. Diferentemente do spam que são mensagens indesejadas, é essencial ao e-mail marketing o consentimento do cliente (também chamado opt-in), que pode ser explícito, quando ele mesmo opta por receber, ou implícito, caracterizado por uma relação evidente entre as partes. Seguindo esses princípios éticos, o e-mail marketing pode ser usado na oferta de produtos e serviços, na promoção de itens adicionais e de interesse específico, bem como em campanhas de fidelização, pesquisas de satisfação, cartões comemorativos e de aniversário. Também é recomendado para envio de informativos periódicos, notícias, artigos e comunicados internos. Na organização de eventos, por exemplo, o marketing por e-mail pode ser aplicado para a distribuição de convites, confirmação de presença e agradecimento de participação.

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As empresas que adotam o e-mail marketing têm uma série de benefícios: pro atividade — em vez de esperar o interesse do cliente, a empresa pode encontrá-lo; interatividade — o cliente interage imediatamente com a mensagem; segmentação — é possível direcionar a mensagem por sexo, faixa etária e cidade, por exemplo; personalização — a mensagem pode ser facilmente personalizada com informações do cliente; mensuração — o retorno da ação realizada é acompanhado em tempo real. Em comparação com a mala direta, por exemplo, o e-mail marketing oferece grandes vantagens. A primeira delas é a velocidade. Enquanto que, pelo correio, a mensagem tradicional leva de três a cinco dias para ser entregue, utilizando-se a Internet, o cliente a recebe imediatamente. Outra vantagem é a economia, pois a comunicação digital reduz custos de criação e envio, bem como elimina despesas de impressão e manuseio. Além disso, a praticidade também é uma vantagem, pois, no relacionamento por e-mail, é necessário ter apenas o nome e a caixa postal eletrônica do cliente. Já por mala direta impressa, são necessárias várias informações: rua, bairro, cidade, estado e CEP. Nas ferramentas mais modernas de e-mail marketing é possível acompanhar o resultado das campanhas em tempo real (enquanto a campanha é enviada). A criação de um e-mail deve ser inteligente, sempre com atenção a fatores como o tamanho (em Kbytes), a visualização em tela e principalmente em destacar o seu e-mail com relação aos tantos outros que as pessoas recebem. Ao contrário de outras modalidades de marketing direto, o receptor da mensagem, comumente reencaminha a mensagem para amigos e conhecidos que possam se interessar pelo assunto. Um conteúdo bem elaborado, atrativo, com uma boa oferta, por exemplo, pode não funcionar se o público não for o adequado. Se você não se sentir seguro para desenvolver o conteúdo ou criar uma campanha, não arrisque. Lembre-se é o nome de sua empresa ou produto que está em jogo.

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Pode-se definir e-business como negócios feitos através da Internet no sentido mais amplo da palavra negócio, desde contatos diretos com consumidores, fornecedores como também análises de mercado, análises de investimentos, busca de informações sobre o macroambiente, pesquisa de mercados, etc. É, também, o conjunto de sistemas de uma empresa que se interligam e interagem com os sistemas de diversas outras empresas servindo como a infra-estrutura do e-commerce (comércio eletrônico). E-business tem como aplicação a criação de sistemas capazes de prover comunicação entre empresas agilizando os processo de compra e venda entre as mesmas, existem inclusive sistemas que fazem pedido automáticos para outras empresas de acordo com o seu estoque de produtos, facilitando assim todo o processo de fabricação e venda, melhorar a disponibilidade de produtos de acordo com a demanda pelos mesmos. Trata-se do intercâmbio de informações e dados entre aplicações em tempo real, possibilitando a realização de negócios via internet.

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B2B (business to business) São transações efetuadas diretamente entre empresas.

Exemplo: Negociação entre empresa atacadista e empresa varejista.

B2C (business to consumer) São transações caracterizadas pela compra de produtos a partir de lojas virtuais.

C2B (Consumer to business) São transações oferecidas por pessoas físicas.

Exemplos: Portifólio virtual de prestações de serviços autônomos realizados. Currìculo profissional para buscar novas oportunidades de trabalho em empresas.

C2C (consumer to consumer) São transações entre consumidores, por meio de um website comum, como os de leilões.

B2B2C (business to business to consumer) São também transações efetuadas diretamente entre empresas. Exemplo: Negociação entre empresa atacadista e empresa varejista, só que a negociação estendesse até o consumidor final.

B2E (business to employee) Tratam-se de soluções que viabilizam um canal entre uma organização e seus funcionários. Exemplo: Website com intranet.

e-learning Trata-se de soluções para treinamentos virtuais, cursos e ampliação de determinados conhecimentos.

e-governement Trata-se de soluções para compra de produtos e serviços dirigidos a entidades do governo.

e-commerce

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O e-commerce caracteriza-se por negócios eletrônicos gerados a partir da internet e de dispositivos móveis, como compra pelo telefone celular. Exemplos: Compra de jogos, ringtones, vídeos, músicas, papel de parede, etc…

A lojas virtuais desempenham um papel estratégico para qualquer negócio na Internet. É nas lojas virtuais que o visitante será apresentado aos produtos e, quiçá,  vai se sentir motivado para realizar a compra. Partindo-se da premissa que os produtos  são de interesse do visitante e estão sendo oferecidos a um preço justo, a decisão de compra vai depender da qualidade da loja virtual em transmitir informações precisas ao comprador; além da  confiabilidade, segurança e facilidade de navegação encontrada. A rigor,  lojas virtuais são uma série de sistemas que vão interagir com o usuário; de tal forma que ele possa realizar ações que, preferencialmente, culminem com uma compra. Esses sistemas podem ser adquiridos de terceiros ou desenvolvidos internamente, mas é fundamental que funcionem a contento, dando respostas ágeis e eficientes aos usuários 365 dias por ano, 24 horas por dia. Você pode estar em um barco no Caribe comemorando o reveillon, mas suas lojas virtuais deverão estar no ar atendendo seus clientes.

É isso aí! Vivendo e aprendendo! Sempre!

Paz e Bem!

FC


[1] Algo feito ad hoc ocorre ou é feito somente quando a situação assim o exige ou o torna desejável ao invés de ser planejado e preparado antecipadamente ou fazer parte de um plano mais geral.

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