Dedicado as turmas do Programa Inclusão Digital do Instituto Eurofarma em parceria com o Senac-SP, Fevereiro a Junho, 2009
Durante certo tempo inclusão digital foi sinônimo de disponibilização de computadores e acesso a Internet – a rede que mantém interligado computadores do mundo todo.
Logo, diga-se de passagem, após exaustivos estudos na área, percebeu-se que embora a disponibilização de computadores e o acesso a rede fossem pontos cruciais para a inclusão digital, era apenas a “ponta do iceberg”.
O avanço célere das novas tecnologias e a popularização dos computadores contribuiu definitivamente para que a internet alcançasse os seus objetivos primórdios, ou seja, a interação homem versus máquina sem fronteiras.
Conversas online, sites de relacionamentos, blogs pessoais, fotologs, vídeos, música, fotos digitais estão presentes em nosso dia-a-dia de forma indelével.
Percebe-se, então, que inclusão digital está intrinsecamente ligada à inclusão social.
Exige-se do “digitalmente incluído” a capacidade de funcionar como agente transformador de sua realidade e da realidade do seu entorno, de sua comunidade. Exige-se que ele aprenda a aprender eternamente.
Para tal, não basta o relacionamento homem versus máquina, é preciso à humanização dessa interatividade. É preciso cidadãos éticos, que tenham postura, que saibam falar comedidamente, que saibam viver e conviver consigo e com os outros, que interajam com máquinas e homens sadiamente, sabiamente.
Exige-se desses jovens recém “digitalmente incluídos” o comprometimento, a responsabilidade, o discernimento e, acima de tudo, a coragem… Coragem para enfrentar as adversidades, coragem para, muitas vezes, remar contra a maré… Coragem para ser exatamente quem são: íntegros, dignos e jovens.
Eu, particularmente, estou muito orgulhoso por cada um de vocês, pelo esforço, pela dedicação, pelo estresse, pelas brigas, pela aceitação…
Vocês chegaram lá! Parabéns! Bem-vindos ao mundo adulto!