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O Conteúdo

26 fev

grestilizado Olá, meus caros leitores, continuando a saga das apresentações “PowerPoint e Técnicas de apresentação”, vamos falar sobre algo indubitavelmente de suma importância: o conteúdo.

Primeiramente deixe-me esclarecer que conteúdo não é sinônimo de slides poluídos e repletos de textos. Conteúdo é informação acerca do produto ou projeto e deve estar armazenado em nossa mente. Nos slides apenas o essencial, lembre-se: menos é mais.

Acima de qualquer coisa, o conteúdo deve ser claro, objetivo e eficaz para nós, devemos (temos obrigação) conhecê-lo muito bem, ele deve ser um “amiguinho de infância”, mesmo que tenhamos acabado de conhecê-lo. Devemos estudar em todas as fontes possíveis sobre ele. Ter propriedade ao falar e, quando indagado sobre qualquer curiosidade dos ouvintes, responder sem titubear.

Deve ainda, é imprescindível, ser verdadeiro. Real.

Você deve estar se perguntando o porquê de eu estar citando isso. Obviamente o conteúdo tem que ser real. Porém, veja o case abaixo.

Case – Veracidade da Informação – O Conteúdo

O projeto tratava de uma sala de descompressão na empresa. Os slides discorriam tranquilos: mostravam o que era em si a ideia e os benefícios desse tipo de empreitada em outras empresas.

Até aí ótimo, até aparecer um slide de perspectiva de aumento de produtividade e satisfação do funcionário ilustrado por um gráfico. Bom, não é? Seria se o gráfico fosse embasado em alguma pesquisa realizada. O gráfico ilustrativo baseava-se na subjetividade dos participantes do grupo, caso o projeto fosse implantado. Aliás, era apenas uma ilustração.

Solução – Única possível

Retirada desse slide e explicação ao grupo sobre a importância da veracidade do conteúdo e a responsabilidade sobre apresentar dados.

Concluímos, então, que não adianta slides planejados, bem elaborados e elegantes se não tivermos completo domínio sobre o conteúdo e veracidade do mesmo.

Aliás, sempre lembro aos meus alunos nessas aulas nosso querido Murphy (capitão Edward A. Murphy Jr. – engenheiro da Força Aérea):

“Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior
maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível”.

Acreditem, aconteceu comigo essa semana. Preparei uma aula em cima de um PowerPoint sobre a história e importância do Windows. Na aula de manhã, sem problema algum, na aula da tarde, choveu em São Paulo e acabou a energia elétrica… Tive que fazer a apresentação sem os slides. Ainda bem que eu dominava o conteúdo.

Bom, meus caros, até a próxima e lembrem-se: estamos aqui para fazer a diferença e buscamos a excelência.

Paz e bem, sempre!

Leis de Murphy – As 100 melhores

PowerPoint e Técnicas de Apresentação

19 fev

cartoon2 Tenho tido a sorte de acompanhar finalizações de projetos e, com isso, ensaiar diversas apresentações. Claro que encontro slides extremamente bem compostos: cores harmoniosas, ideias bem sintetizadas, elementos surpresa… Mas, comumente, slides visualmente poluidos, sem contraste, cores agressivas, texto em demasia… Como podem notar, caros leitores, os pontos negativos são em maior constância.

Embora essas situações aconteçam com alunos, em geral, adolescentes em busca de capacitação profissional para enfrentar o temível e competitivo mercado de trabalho, vejo, através deles, erros comuns que, usualmente, estão presentes em apresentações ditas “profissionais”. Erros esses que podem ser evitados, ou, ao menos, minimizados.

Começo aqui uma série sobre essas técnicas de apresentação e, claro, falaremos sobre nosso principal auxiliar o PowerPoint.

Case – O elemento surpresa / sensibilização

Ensaio:

Um projeto que falava sobre inclusão. Slides muito bem elaborados, planejados. Apresentação cuidada com esmero, conteúdo na ponta da língua e, pasmem, na ponta das mãos. Iniciavam a apresentação dos participantes do grupo através de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Impecável não é. O único problema é que a cada participante que se apresentava, um outro servia de “tecla sap”, tipo: “O nome dela é”… E, na sequência, o “tecla sap” apresentava-se em Libras… Monótono, não é…

Ideia / Solução

Geralmente quando falo sobre inclusão de pessoas com deficiência deixo claro no primeiro momento que todos nós somos pessoas com deficiência: Mudança de humor constante é deficiência., não trabalhar bem sob pressão é deficiência, porém, essas ficam camufladas e quando estimuladas vem à tona. Percebem, a diferença é que a nossa deficiência não está aparente.

Assim, sugeri que os mesmos, aliás as mesmas pois era um grupo feminino, apresentassem-se apenas em Libras e, após alguns instantes de rostos atônitos, entrassem com o seguinte diálogo:

“Ah! Descupem-nos, vocês não são pessoas com deficiência…”

E o questionamento:

“Não são?”

Pronto, era o gancho que faltava para sensibilizar a platéia (formado por pessoas ditas “sem” deficiência) e ganhar definitivamente a atenção. Era o elemento surpresa da apresentação. A partir desse momento todos os ouvintes repensaram a questão inclusão. A apresentação foi um sucesso e um diferencial.

Costumo dizer aos meus pupilos que buscamos a excelência constantemente, nem sempre a encontramos, é fato, mas a busca tem que ser incessante.

Concluíndo esse nosso primeiro bate papo sobre apresentação, tente em suas apresentações futuras encontrar o elemento surpresa, aquele que marcará de forma indelével os seus ouvintes. A sensibilização, e sempre há como criar uma sensibilização, é fator crucial para alavancar o sucesso de sua apresentação. É bom que aconteça essa sensibilização no início, porém nada impede que aconteça no meio ou ao final da apresentação. Isso tudo dependerá de como sua apresentação foi elaborada, como foi planejada. Se você ainda não pensou nisso, esse é o momento para fazer a diferença.

Paz e bem, sempre!

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